Saúde do Homem - Quebrando Tabus Sobre Prevenção, Próstata, Saúde Mental e Sexualidade!

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Palavras‑chave: saúde do homem, prevenção masculina, próstata, câncer de próstata, saúde mental do homem, depressão masculina, impotência sexual, disfunção erétil, ejaculação precoce, check-up masculino, masculinidade e saúde. Muitos homens aprenderam desde cedo que “homem aguenta tudo”, “não chora”, “não reclama” e “só vai ao médico quando está muito grave”. O resultado dessa cultura é duro: homens vivem   menos   que mulheres, procuram menos ajuda, e muitas vezes chegam ao sistema de saúde em estágios mais avançados de doença. Por trás da piada do “homem morre de gripe” existe uma realidade séria: medo e vergonha de falar sobre   próstata, pênis, ereção, ejaculação, ansiedade, depressão, cansaço ; dificuldade em assumir vulnerabilidade; tabus sobre sexualidade, envelhecimento e corpo. Este artigo do  Saúde in Loco  é um convite direto e sem rodeios para: falar sobre   prevenção   e check-up; entender melhor o que é (e o que não é) câncer de próstata;...

Mariano Barbacid e o Futuro do Câncer de Pâncreas - Quem é o Cientista por Trás de um dos Avanços Mais Promissores da Oncologia!

Palavras‑chave:  

Mariano Barbacid, câncer de pâncreas, oncologia molecular, oncogene RAS, KRAS, CNIO, terapia combinada câncer de pâncreas, pesquisa em câncer, erradicação do câncer de pâncreas, avanços no tratamento do câncer.

Quando falamos em câncer, costumamos pensar em exames, quimioterapia, cirurgia, radioterapia.  

Mas, antes de qualquer tratamento chegar ao hospital, existe um caminho longo que começa em outro lugar: os laboratórios de pesquisa, onde cientistas dedicam décadas para entender, em detalhes, como o câncer nasce, cresce e pode ser controlado.

Um desses nomes centrais na história da oncologia moderna é o do bioquímico e oncologista espanhol Mariano Barbacid.  

Você talvez nunca tenha ouvido falar dele — mas boa parte da forma como hoje entendemos o câncer passa, direta ou indiretamente, pelos seus trabalhos.

E, mais recentemente, em janeiro de 2026, ele e sua equipe divulgaram um avanço experimental que acendeu uma luz importante na luta contra um dos tumores mais agressivos: o câncer de pâncreas.

Neste artigo do Saúde in Loco, você vai entender:

quem é Mariano Barbacid e por que ele é tão respeitado na ciência;  

o que significa descobrir um “oncogene” e por que isso mudou a oncologia;  

qual foi o avanço recente no adenocarcinoma ductal pancreático;  

por que é promissor, mas ainda não é uma cura disponível para pessoas;  

como olhar para notícias de “tratamento revolucionário do câncer” com esperança, mas também com pé no chão.

Quem é Mariano Barbacid?

Palavras‑chave: Mariano Barbacid, cientista espanhol, CNIO, oncologia experimental  

Mariano Barbacid Montalbán é um bioquímico e oncologista espanhol, nascido em 4 de outubro de 1949, em Madrid.

Alguns pontos da trajetória:

Formado e doutorado em Ciências Químicas pela Universidad Complutense de Madrid.  

Trabalhou muitos anos em centros de pesquisa de ponta nos Estados Unidos, incluindo o National Cancer Institute (NCI).  

Foi um dos pioneiros na oncologia molecular, campo que estuda os mecanismos genéticos e moleculares que levam ao câncer.  

É hoje chefe do Grupo de Oncologia Experimental do Centro Nacional de Investigaciones Oncológicas (CNIO), em Madrid — um dos principais institutos de pesquisa em câncer da Europa.<sources>[1–3]</sources>

Ao longo de décadas, Barbacid publicou trabalhos em revistas científicas de alto impacto e recebeu prêmios e reconhecimentos importantes na pesquisa oncológica.

O que é um oncogene – e por que a descoberta de Barbacid foi tão importante?

Palavras‑chave: oncogene, H-RAS, KRAS, mutação, câncer e genética  

Câncer não é uma única doença, mas um conjunto de doenças ligadas a alterações genéticas que fazem as células crescerem e se dividirem de forma descontrolada.

Um dos grandes marcos da oncologia moderna foi justamente a:

Descoberta do primeiro oncogene humano mutado (H‑RAS)

Oncogenes são versões alteradas de genes normais (proto‑oncogenes) que, quando mutados, empurram a célula para o crescimento desregulado, favorecendo o desenvolvimento de tumores.

Nos anos 1980, Barbacid foi um dos cientistas que identificaram, em tumores humanos, uma mutação no gene H‑RAS, mostrando que:

mutações específicas em genes de sinalização celular podem transformar uma célula normal em uma célula cancerosa;<sources>[1–3]</sources>  

o câncer tem, sim, uma base molecular identificável, que pode ser estudada e, potencialmente, atacada com terapias direcionadas.

Esse trabalho ajudou a fundar a oncologia molecular como a conhecemos hoje, abrindo caminho para:

identificar muitos outros oncogenes (como KRAS, NRAS, BRAF);  

desenvolver terapias alvo (targeted therapies), que hoje fazem parte do tratamento de vários cânceres.

KRAS, câncer de pâncreas e o desafio de um “motor” difícil de desligar

Palavras‑chave: KRAS, câncer de pâncreas, oncogenes RAS, adenocarcinoma ductal pancreático  

Dentro da família de genes RAS, o KRAS é um dos mais importantes — e também um dos mais difíceis de atacar.

Mutação em KRAS aparece com alta frequência em:

câncer de pâncreas,  

câncer de pulmão de células não pequenas,  

câncer colorretal,  

e outros tumores sólidos.<sources>[2,4]</sources>

No adenocarcinoma ductal pancreático (ADP), tipo mais comum de câncer de pâncreas:

quase todos os tumores têm KRAS mutado;  

isso faz com que a célula receba sinais constantes de crescimento e sobrevivência;  

por muito tempo, KRAS foi considerado um “alvo indrugável” — ou seja, muito difícil de atingir com remédios.

Barbacid e seu grupo passaram anos estudando:

como esses oncogenes funcionam,  

como interagem com outras vias de sinalização,  

e como “desligar” ou contornar esse motor tumoral.

O avanço recente: terapia combinada em câncer de pâncreas em modelo animal

Palavras‑chave: terapia combinada, câncer de pâncreas, adenocarcinoma ductal pancreático, modelo animal, CNIO  

Em janeiro de 2026, o grupo de Mariano Barbacid divulgou um resultado que chamou atenção da comunidade científica e da imprensa especializada:

Em modelos animais (camundongos) com adenocarcinoma ductal pancreático, uma combinação de três drogas conseguiu eliminar completamente os tumores, sem que aparecesse resistência tumoral e com efeitos colaterais mínimos nos animais estudados.

O que isso significa, em termos simples:

os pesquisadores não usaram uma única droga “mágica”, mas uma terapia combinada que ataca diferentes pontos da rede de sinalização do tumor;  

a estratégia foi desenhada com base em anos de estudo dos caminhos moleculares ativados por KRAS e outros genes no câncer de pâncreas;  

nos camundongos, essa abordagem levou à erradicação dos tumores de forma sustentada, sem que aparecessem “células resistentes” (algo muito comum em câncer);  

os animais toleraram bem o tratamento, com efeitos colaterais considerados mínimos nos testes.

Por que isso é importante?

o câncer de pâncreas é um dos tumores com pior prognóstico que existem hoje;  

muitas vezes é diagnosticado em fases avançadas;  

as opções de tratamento são limitadas e a sobrevida média costuma ser baixa;  

conseguir eliminar tumores em modelos pré‑clínicos é um sinal de que novas estratégias mais eficazes podem ser possíveis no futuro.

Mas isso já é uma cura para o câncer de pâncreas em humanos?

Palavras‑chave: cura do câncer, modelo animal, pesquisa translacional, ensaios clínicos  

Não ainda.

E é muito importante deixar isso claro, para evitar falsas esperanças ou promessas enganosas.

O que sabemos até agora sobre esse avanço:

os resultados foram obtidos em modelos animais (camundongos), não em pessoas;

embora esses modelos sejam desenhados para imitar o comportamento do tumor humano, eles não reproduzem toda a complexidade do organismo e da doença em pacientes;  

antes de qualquer terapia chegar a clínicas e hospitais, é necessário:

1. Validar e reproduzir os resultados em outros estudos pré‑clínicos;  

2. Verificar segurança, dose e toxicidade em diferentes contextos;  

3. Iniciar ensaios clínicos em humanos, em fases progressivas (fase I, II, III), avaliando segurança e eficácia;  

4. Comparar com tratamentos padrão e acompanhar desfechos por anos.

Esse caminho costuma levar vários anos, mesmo quando os resultados iniciais são animadores.

Portanto:

é, sim, um passo promissor rumo a terapias mais eficazes;  

mas não é, neste momento, uma “cura disponível” ou um tratamento que qualquer pessoa possa receber.

Olhar para isso com esperança realista é um ato de responsabilidade com pacientes e famílias.

Por que conhecer cientistas como Barbacid importa para quem não é da área?

Palavras‑chave: pesquisa em câncer, ciência e sociedade, confiança na ciência  

Em um mundo cheio de:

promessas de “cura natural do câncer”,  terapias alternativas sem evidência, desinformação em saúde, entender o trabalho de pessoas como Mariano Barbacid ajuda a:

ver como a ciência séria avança — devagar, com cuidado, revisões, erros, correções e, às vezes, grandes saltos;  

valorizar o papel da pesquisa básica e translacional (estudos em laboratório que um dia se transformam em tratamentos para pessoas);  

reconhecer que muitas conquistas de hoje (como terapias alvo, imunoterapia, melhores esquemas de quimioterapia) nasceram de décadas de investigação “invisível” para o público.

Também nos lembra que:

ciência não é garantidora de milagres instantâneos,  

mas é o caminho mais sólido que temos para melhorar prognóstico, qualidade de vida e, em alguns casos, alcançar cura.

E o que isso significa para pacientes e famílias hoje?



Palavras‑chave: câncer de pâncreas hoje, tratamento atual, esperança e limite  



Se você ou alguém próximo enfrenta câncer de pâncreas (ou outro tipo de câncer), algumas coisas são importantes:

os tratamentos existentes hoje (cirurgia quando possível, quimioterapia, radioterapia, terapias alvo, ensaios clínicos) são baseados em décadas de pesquisa — e continuam melhorando;  

avanços como o de Barbacid não substituem o cuidado atual, mas indicam que novas opções podem surgir nos próximos anos;  

perguntar ao oncologista sobre ensaios clínicos em andamento pode ser relevante em casos elegíveis, pois muitos estudos testam precisamente terapias inovadoras;  

cuidar de forma integrativa (controlar sintomas, dor, nutrição, saúde emocional, suporte à família) continua sendo essencial, independentemente da fase da pesquisa.



Ciência, aqui, é motivo de cautela e esperança ao mesmo tempo:  

cautela para não acreditar em promessas fáceis, esperança para saber que muita gente séria está trabalhando, todos os dias, para melhorar esse cenário.



CHAMADA CRIATIVA  



Quer mais conteúdos sobre avançar em ciência sem cair em promessas milagrosas e entender como pesquisa séria em câncer pode impactar sua vida?  

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Links adicionais:  

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FONTES CIENTÍFICAS  

1. Mariano Barbacid – Perfil científico e trajetória  

CNIO – Centro Nacional de Investigaciones Oncológicas: Biografia e grupo de pesquisa de Mariano Barbacid  

     https://www.cnio.es  

Publicações em oncologia molecular e oncogenes RAS em periódicos como Nature, Science e Cancer Cell (compilados em bases como PubMed e Google Scholar).  

2. Oncogenes RAS e oncologia molecular  

Barbacid M. “ras Oncogenes: their role in neoplasia.” Eur J Clin Invest. (artigos clássicos sobre H‑RAS e oncogenes humanos).  

Nature Reviews Cancer – RAS oncogenes and their role in human cancer.  

     https://www.nature.com  

3. KRAS e câncer de pâncreas  

The Lancet Oncology e Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology: revisões sobre KRAS como driver do adenocarcinoma ductal pancreático.  

     https://www.thelancet.com  

     https://www.nature.com  

4. Avanço recente em câncer de pâncreas (modelos animais)  

Comunicados do CNIO e notícias científicas de 2025–2026 sobre terapia combinada em modelo murino de adenocarcinoma ductal pancreático (grupo de Mariano Barbacid).  

Cobertura em veículos de divulgação científica e jornais especializados (ex.: El País – Ciencia, Nature News, Science News) e bases como Google News.  

     https://news.google.com  

5. Contexto geral em câncer de pâncreas e prognóstico  

WHO – Cancer: Pancreatic Cancer Fact Sheets.  

     https://www.who.int  

American Cancer Society – Pancreatic Cancer Overview.  

     https://www.cancer.org  

DISCLAIMER (AVISO LEGAL)  

Este artigo tem caráter informativo e educativo.  

Ele se baseia em informações disponíveis em fontes científicas e institucionais até o momento indicado, mas:

não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento com médicos oncologistas, cirurgiões, gastroenterologistas ou outros profissionais de saúde;  

não configura recomendação de uso de qualquer medicamento, combinação de drogas ou terapia experimental fora de protocolos clínicos aprovados;  

resultados obtidos em modelos animais (como camundongos) não significam que o mesmo efeito esteja garantido em seres humanos; muitos passos ainda são necessários até que qualquer terapia seja considerada segura e eficaz para uso clínico;  

nunca inicie, modifique ou interrompa tratamentos oncológicos (quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, cirurgia, terapias alvo) sem orientação do oncologista que o acompanha;  

em caso de dúvidas sobre opções de tratamento, participação em estudos clínicos, prognóstico ou alternativas paliativas, converse diretamente com a equipe de saúde responsável pelo seu caso.



Informação em ciência e saúde pode ser uma grande aliada para tomar decisões mais conscientes — mas sempre em parceria com profissionais habilitados e com respeito ao momento e à história de cada pessoa.

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