Comer Ovos Todos os Dias - 8 Benefícios Para o Corpo Segundo a Ciência (e Como Fazer Isso com Segurança)!
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Durante anos, os ovos foram vistos como vilões: “entopem as artérias”, “aumentam o colesterol”, “dão infarto”.
Hoje, a ciência conta outra história – e é bem diferente.
Neste artigo do Saúde in Loco, vamos organizar os principais pontos sobre este assunto, cruzados com evidências científicas:
- o que mudou na visão sobre colesterol e ovo
- por que o ovo é considerado um “superalimento”
- 8 benefícios de comer ovo todos os dias
- como preparar o ovo de forma mais segura para coração e artérias
- quantos ovos por dia fazem sentido para a maioria das pessoas
Sempre lembrando: não existe alimento mágico — existe contexto, equilíbrio e cuidado individual.
1. O ovo é mesmo um “superalimento”?
Segundo o vídeo e as evidências atuais, se existisse um alimento quase perfeito, o ovo estaria facilmente no top 3.
Um ovo inteiro (cerca de 50 g) fornece em média:
- ~78 kcal
- ~6 g de proteína de alto valor biológico (com todos os 9 aminoácidos essenciais)
- 13 vitaminas e minerais essenciais, incluindo:
- vitaminas A, B2, B5, B6, biotina (B7), folato (B9), B12, D, E, K
- minerais como cálcio, fósforo, zinco, selênio
- antioxidantes importantes, como luteína e zeaxantina
Ou seja: em poucas calorias, o ovo entrega muito nutriente, algo que várias revisões em nutrição confirmam.
2. Ovos, colesterol e coração: o que mudou?
Durante décadas, recomendava‑se limitar ovos por causa do colesterol da gema (cerca de 180–200 mg por unidade).
A lógica antiga era: “mais colesterol na dieta = mais colesterol no sangue = mais infarto”.
Estudos mais recentes, incluindo revisões com dezenas de pesquisas e milhares de pessoas, mostraram que:
- não há associação consistente entre consumo moderado de ovos (até 1 ovo/dia) e maior risco de doença cardiovascular na população geral;
- o organismo regula a produção de colesterol – se você ingere mais, o fígado tende a produzir menos;
- para cerca de 30% das pessoas (“hiper‑respondedores”), dietas muito ricas em colesterol podem elevar LDL, mas muitas vezes mudando o padrão para partículas maiores (menos aterogênicas).
Por isso, as diretrizes mais modernas deixaram de demonizar colesterol da dieta e passaram a focar mais em:
- gorduras saturadas e trans
- qualidade geral da alimentação
- fatores como sedentarismo, tabagismo, sono e estresse
Isso não significa que colesterol alto no sangue não importa.
Significa que o ovo, em contexto saudável, não é mais visto como vilão automático.
3. Clara x gema: devo mesmo jogar a gema fora?
O vídeo reforça um erro comum: comer só a clara e jogar a gema fora.
- A clara concentra a maior parte da proteína e quase não tem gordura nem colesterol.
- A gema é onde estão:
- colesterol e gorduras
- luteína, zeaxantina (visão)
- vitamina D, vitaminas A, E, K
- colina (fundamental para cérebro e fígado)
- boa parte de zinco, selênio e outros micronutrientes
Ou seja: para quem não tem recomendação médica específica de restrição de colesterol, comer o ovo inteiro traz mais benefícios do que só a clara.
4. Oito benefícios de comer ovo todos os dias
Abaixo, os 8 benefícios destacados no vídeo, com respaldo da literatura científica.
1) Saúde dos olhos (luteína, zeaxantina, vitamina A)
Ovos, especialmente a gema, são ricos em luteína e zeaxantina, antioxidantes que se acumulam na mácula (região central da retina) e ajudam a proteger contra:
- degeneração macular relacionada à idade
- catarata
Estudos associam maior ingestão desses carotenoides à menor incidência dessas doenças oculares.
A vitamina A presente no ovo também é fundamental para a visão, principalmente em ambientes pouco iluminados.2) Cérebro, memória e sistema nervoso (colina + B12)
O ovo é uma das melhores fontes alimentares de colina, nutriente usado para:
- formar membranas celulares
- produzir acetilcolina, neurotransmissor ligado à memória e ao controle muscular
- apoiar desenvolvimento cerebral e função cognitiva
Somado à vitamina B12, isso gera um combo importante para cérebro e nervos.
3) Imunidade (vitamina D, selênio, B12)
O vídeo destaca – e os estudos confirmam – que ovos contêm:
- selênio, mineral antioxidante e regulador do sistema imune
- vitamina D, pouco presente em alimentos naturais, com papel na imunidade
- B12, também relevante para o sistema imune
Uma alimentação com ovos pode ajudar a compor um padrão alimentar mais favorável à defesa do organismo.
4) Saciedade, peso e glicemia
Proteínas de alta qualidade, como as do ovo, aumentam a sensação de saciedade e ajudam a:
- reduzir “beliscos” entre as refeições
- controlar melhor a glicose (menos picos e quedas)
- manter massa magra durante processos de emagrecimento
Café da manhã com ovo, por exemplo, já foi associado a menor consumo calórico ao longo do dia em alguns estudos.
5) Triglicerídeos mais baixos (especialmente com ovos enriquecidos com ômega‑3)
Estudos mostram que ovos enriquecidos com ômega‑3 (de galinhas alimentadas com rações específicas) podem:
- reduzir triglicerídeos, um tipo de gordura sanguínea associada a maior risco cardiovascular quando em níveis elevados.
Não substitui medicamento quando indicado, mas pode somar como estratégia nutricional.
6) Menor risco de AVC (principalmente hemorrágico)
O vídeo cita um estudo chinês: pessoas que consumiam cerca de 1 ovo/dia tinham:
- quase 30% menos risco de morte por AVC hemorrágico
- risco reduzido de doença cardiovascular em comparação com quem quase não comia ovos.
É estudo observacional (não prova causa e efeito), mas se soma a outras evidências que não mostram aumento de risco com consumo moderado de ovos.
7) Ossos mais fortes (proteínas, vitamina D, fósforo, cálcio)
- Clara: fornece aminoácidos envolvidos na produção de colágeno.
- Gema: contém vitamina D, fósforo e cálcio, importantes para a densidade óssea.
Proteína adequada + vitamina D são fundamentais para prevenir osteopenia e osteoporose, principalmente em idosos.
8) Aumento do HDL (“bom colesterol”) e melhora do padrão do LDL
Segundo o vídeo e estudos revisados:
- consumir 2 ou mais ovos/dia pode aumentar o HDL (“bom colesterol”) em cerca de 10% em algumas pessoas;
- em cerca de 30% (“super‑respondedores”), o LDL também sobe, mas o padrão tende a mudar de partículas pequenas e densas para partículas maiores – consideradas menos aterogênicas;
- uma grande revisão com mais de 250 mil pessoas não encontrou associação entre consumo de ovos e maior risco de doença cardíaca.
5. Como preparar ovos de forma mais saudável?
O vídeo traz orientações importantes, alinhadas à cardiologia e à nutrição:
Evite fritar ovos em grandes quantidades de manteiga, bacon, banha ou gordura saturada.
O problema, nesse caso, não é o ovo, mas a gordura extra.Fritar com azeite de oliva em temperatura controlada (até ~210 °C) é uma opção aceitável, desde que não haja fumaça excessiva – estudos mostram que o azeite mantém boa parte de seus antioxidantes dentro de condições adequadas.
Cozidos, pochê ou mexidos em fogo baixo preservam melhor nutrientes e reduzem a oxidação do colesterol da gema.
Ovo cru não é recomendado:
- menor aproveitamento de proteína (~50% contra >90% no ovo cozido)
- risco de infecções como salmonelose.
Evite cozinhar por tempo demais ou em temperatura muito alta, para minimizar a perda de vitamina A e antioxidantes e a oxidação de lipídios.
Uma boa dica: misturar ovos com vegetais (omelete com espinafre, tomate, brócolis) melhora o perfil nutricional geral da refeição.
6. Quantos ovos por dia?
De forma geral, a literatura e o senso clínico apontam que:
- para a maioria das pessoas saudáveis, até 1 ovo por dia dentro de uma alimentação balanceada é considerado seguro;
- algumas pessoas podem consumir 2 ovos/dia sem problema, mas isso deve ser avaliado caso a caso;
- quem tem doença cardiovascular estabelecida, colesterol muito alto, diabetes ou outras condições deve discutir com médico ou nutricionista qual quantidade é adequada para o seu perfil.
Nada em excesso é bom – nem ovo, nem água.
CHAMADA CRIATIVA
Quer entender melhor como montar um café da manhã completo, saudável e acessível com ovos, frutas e fibras?
👉 Explore mais conteúdos no Saúde in Loco: https://saudeinloco.blogspot.com/
FONTES CIENTÍFICAS
Nature – Reviews on Dietary Cholesterol, Eggs and Cardiometabolic Health
(perfil nutricional do ovo, impacto na saúde cardiovascular e metabólica)
https://www.nature.comAmerican Heart Association – Eggs, Dietary Cholesterol and Heart Disease
(atualização sobre colesterol da dieta, ovos e risco cardiovascular)
https://www.heart.orgWHO – Healthy Diet & Cardiovascular Disease Prevention
(recomendações gerais sobre alimentação, gorduras e prevenção de DCV)
https://www.who.intRevisões e meta‑análises compiladas em bases como Google Scholar / Google News:
– consumo de ovos e risco cardiovascular
– ovos enriquecidos com ômega‑3 e triglicérides
– ovos, saciedade e controle de peso
https://news.google.comBigThink / FreeThink – Divulgação científica sobre colesterol dietético, ovos e saúde metabólica
https://bigthink.com
https://freethink.com
DISCLAIMER (AVISO LEGAL)
Este artigo tem caráter informativo e educativo, baseado no conteúdo do vídeo indicado e em evidências científicas atuais.
- Ele não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento com médicos, nutricionistas ou outros profissionais de saúde.
- Recomendações sobre quantidade de ovos por dia e ajustes alimentares devem ser personalizadas, principalmente em pessoas com:
- colesterol alto
- doença cardiovascular
- diabetes ou pré‑diabetes
- doença hepática ou renal
- outras condições crônicas relevantes.
- Nunca inicie, modifique ou suspenda medicamentos, nem faça mudanças alimentares radicais, apenas com base em conteúdo da internet.
- Em caso de dúvidas sobre colesterol, risco cardiovascular ou uso de ovos na sua rotina, procure um profissional habilitado para avaliação individual.
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